"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Novo ano...

Foram 113 poemas no ano passado. 85 seguidores cadastrados, muitos outros visitando. Chegando à casa das 10 mil visualizações. Num blog de poesia, feito por uma poeta sem grandes pretensões, que fugiu de São Paulo para viver no mais recôndito e extremo norte, isso é considerável.
Em 2012, o blog vai continuar. No ritmo que o mundo mandar, o mundo do meu coração, que rege as minhas palavras. Agradeço a cada um que veio aqui, que comentou, que clicou dando sua opinião, que sugeriu temas, etc. Já começo pedindo desculpa a quem pediu um poema de ano novo... por mais que eu tente, ainda nesse dia 04, tudo me parece muito igual...
Abraço a todos, feliz 2012!



ANO NOVO

Eu, poeta do XIX
embriagada de luz e poesia 
sinto a energia que me dedicas
quando inicia esse dia...

Mas é fato que ando
envolta em medo
e a causa não é outra,
não é segredo: 
a outro meu coração tem pertencido.

Sei que é um outro 
que me presenteia
com ausência,
negligência,
e outras formas de dor
diversas.

Ainda assim,
querubim,
não haverá novo ensaio
antes que feneça
esta antiga peça...


5 comentários:

Thiago, o mago! disse...

Feliz ano novo Eli.

Não da pra questionar que a um ano atrás o mundo era outro. Mas mesmo que tenhamos percebido isso ainda fica difícil perceber que estamos em um ano novo, principalmente por que isso é um conceito e para fazermos parte disso precisamos estar envolvidos com as ideias desse conceito. Acho que era isso que meu pai falava.

'Anyway', querendo ou não, o ano acabou. Estamos em algo novo, mesmo que ainda não tenhamos sentido isso. Mas esse momento vai chegar, provavelmente depois do carnava, como de praxe.

Abraço e um feliz fim do mundo para você! XD

Elimacuxi disse...

É Thiago... tens razão. O que se deve renovar é o que carregamos no peito e é exatamente o que tenho dito aqui... Meu mundo e meu tempo, na poesia, seguem outras convenções. Por isso o ano ainda não se renova. Feliz fim de mundo pra nós!

Monique Oliveira disse...

não sei porquê... mas lembro-me do ano passado como se fosse ontem, é como aquele efeito de idade nova, de vida nova, e nesse vai e vem de vida o que se cabe é que a gente se adapta.

Roberto Mibielli disse...

Todo ano ele começava
o ano indo ao proctologista
e endocrinologicamente
não havia o que reprovar
nas suas resoluções
mas sempre havia um inimigo novo
para um antigo caso de ficção
científica que alguem
inventara num bar
ou uma fofoca eletrônica
com a qual lidar perigosamente

Todo ano ele punha os óculos
com um grau mais aumentado
e tentava do passado
ver o novo chegando inutilmente
já não se fingia assustado
com a idade que tinha
nem com os fantasmas
dos amigos mortos
não havia amores novos
a fome ainda tinha muitos zeros
não havia a paz mundial
e tudo só recomeçava
depois do carnaval

Elimacuxi disse...

triste, né Mibi? Eu ando preferindo cegueira...