"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

eu me afogo
quando me afagas
eu me afogo
quando me faltas
eu me afogo
quando me falas
eu me afogo
quando me falhas

porque fuga
não me fascina
e porque és mar
não piscina.



7 comentários:

' Maycon Hosein Khan disse...

Pow, gostei bastante Eli, vejo que está ficando cada vez melhor. :D

Monique Oliveira disse...

ainn q lindo ^^ .... ♥

Elissandra Lopes disse...

Excelente!!! Cada vez melhor!!!

jjvilela disse...

PISCINAS TEM LIMITES,ENQUANTO O MAR É INFINITO...

Elimacuxi disse...

A piscina é passiva.
O mar age, reage, expulsa.
Eu não posso construir o mar.
Mas posso me afogar nele, torcendo para acolha meu corpo até que eu me torne parte do que é: imensidão.

A Casca da Cigarra disse...

Sempre me pareceu que se afogar em piscina é coisa de criança incauta ou de amador bêbado. Já no mar...nenhum grande nadador está livre do risco, e uma vez afogado há sempre a possibilidade de jamais ser encontrado, de ser despejado em outras praias, de virar líquen e ser finalmente também mar.

A Casca da Cigarra disse...

Ops, Eli...não li seu comentário e escrevi algo muito próximo em ideia, mas não com a mesma graça talentosa que fazes. Desculpe retundar, mas o mar, ah o mar...que luxúria pensar em ser mar.