"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



domingo, 8 de janeiro de 2012

Manaus de novo

for Jam

Aprecio
quem se joga
se entrega
voa, se doa,
arde, pede
e corre atrás.
Aqueles para quem a margem
nunca é suficiente:
aprecio quem se afoga
de forma furiosa
e inconsequente.

Me incomoda,
me incomoda severamente,
o burocrata
e suas paixões organizadas em gavetinhas
enclausuradas em dias certos
feito folhinhas.

Aprecio o amor às dez da manhã da segunda-feira
o beijo de língua na fila do banco
o amor sem hora
sem eira nem beira:
que voa baixo 800 kilômetros
e é manco.





5 comentários:

Monique Oliveira disse...

''Iniciar...
Pá, cimento, água e cal.
Vou já... vou já enterarrar.
E eu minto... minto muito mal.
Diante de tal tropeço,
será que eu mereço...
Recomeçar?''
Abraço, Monique.

Elimacuxi disse...

Monique, me lembrou Legião: celebrar com festa, velório e caixão...

Bárbara disse...

"Tá" é o que eu posso falar
De que adianta começar essa história
Dizer por dizer
E talvez até (quem sabe?) reclamar

Não sei se aprecia apenas por querer
Talvez um dia sentir o que
De alguma forma
Você insiste em temer

Que seja de amor às dez
Ou de jogadas e voltas
Eu vejo, no fim
Apenas caminhos... sem respostas

De nada adianta querer falar
Essas frases repetidas
Suas dores rasas
Não me abrem feridas

Elimacuxi disse...

ah, quantas palavras severas
ela pode me dizer
já eu que fugi deveras
de seu toque e seu prazer.
ah, não fosse esse tal senso
agudo de ética profissional
eu teria dito à menina:
'tá','ok', 'não faz mal'.

O que a saturnal menina
talvez não creia - e eu deixo,
é que paixão me queima de fato
é que paixão me tira do eixo.

Lamento as decepções:
por ela, não ruflei asas...
mas isso, menina, não fez
das minhas paixões
ardências mais rasas!

Monique Oliveira disse...

''Venho de novo e desafio a conta,
quem sabe ela encontra...
Mas é que eu não entendo... ser tão amada não, quero o fisco, de cobrar no teu confisco e pegar minha atribuição.
Venho e faço de conta,
que sou do contra.
Mas é que eu não prentendo... ser tão decadente não, quero por isso, sussurrar no teu ouvido e chamar tua atenção.
Venho e laço a ponta,
p'ra ver se ela monta.
Mas é que o meu coração... é um ser carente, e não menos por isso... vem derramar no teu abrigo e desalentar a minha triste solidão.''

de um silêncio e outrás cositas más...