"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Não

você, é certo, não sabe

da máscara que me cabe,
se quero viver a vida
ou desejo que se acabe...

não sabe um verso, não dança
e quando canta, é mal
da missa não sabe um terço
como pode ser meu sal?

nunca enfrentastes o lago
sob a fúria da ressaca
de mim, o que saberia
além da cor da casaca?

não se desmancha em carinho
nem sabe um conto de horror...
então é definitivo:
você não sabe o caminho,
não tem a senha de cor!

12 comentários:

Roberto Mibielli disse...

Você é certo não sabe
Que tudo o que sei de você
É errado de ser
Você exceto não sabe
A nada que não me venha à boca
A derreter no sabor da noite
Você ereto e não sabe
Que tudo de você me cabe
Ainda que tenha a sofrer
Você decerto me sabe
Como eu sei da vontade louca
Que me faz esquecer a corte

Elimacuxi disse...

nada sei da boca
só da palavra louca
que em mim trava
feito fruta verde.

verte esse sumo
convertendo-me:
vórtice
e vertigem.

Roberto Mibielli disse...

Porque você me faz saber a
Sua fruta da estação
Se meu corpo nunca saberá
O sabor da tua paixão?

Elimacuxi disse...

paixão é escalada
sem ar nem paz
vento forte
chuva e mais.

estou mais pra sombra
e água fresca
se a paixão vier
que seja por Chesca...

Roberto Mibielli disse...

Chesca, casca, tosca
tudo o que roça e rasga
e não tem remendo
tudo o que é tremendo
e sutil escoa
tudo o que é atoa
nas caraminholas dos pelos
que se me levantam a pele
tudo o que repele
o meu ser exclusivo
tudo o que vivo
e me masca e me doa
tudo o que me desabotoa
que venha pela sombra da umidade
e me torne metade
do que vou

Elimacuxi disse...

voa
que à toa a paixão se enjôa.
quando menos se espera
ela distoa do verso
e à vera, rima
menino-menina
num só corpo universo.

a paixão contida
num tango
é nosso ser ciumento
orangotango sob caixa de cimento
que impede que o urro ecoe...

dancemos
e se esse vento sob a pele bater
apenas voe!

Roberto Mibielli disse...

Ah que não me destingo
Vestindo outras peles
E tenho apenas
Tempo de planar um pouco
Mas me deixem rouco
De tanto dizer que quero
Ou me deixem fero
Voejando nas ameias
Mas façam com as meias
Minha cadeia de olhares
A me deixem a par
Do que se passa
Talvez eu faça força
Talvez eu torça
Pra nunca acabar
Ou me torne vulgar
Como a língua
E fique à míngua
De tanto pousar
Quem sabe chego ao último andar
E decida que é lá que quero morar

Sol disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sol disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sol disse...

Caverna de Hera
Sereia imortal
A visão do paraíso
O sonho universal
A lagrima de alegria
A sorrido de felicidade
A certeza "indecisa"
E a entrega sem maldade.

''SOL'' disse...

não querendo me meter
neste incrível e lindo duelo
mas meu pseudônimo
terei de mudar
para ''SOLLOS''
Pq dois sóis
Não dá para rimar...

Blenda disse...

Dia nublado
Nenhum sol, a sós
Corpo leve, clima pesado
Sujeito a voar
Ícaro que deu errado
Ao menos eu posso contar