"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



domingo, 1 de abril de 2012

Manhã,
caminho até a padaria
o mundo me enche as retinas
e tudo merecia
ser fotografia:

dois pombos que se banham na poça de lama
dois coqueiros em contra luz e um insultante céu azul
um espinheiro que abraça uma pilastra em concreto
uma moita do mais ordinário mato, sorridentemente florida.

Foi só uma noite de dor
e amanheço assim,
impressionada com a vida.

5 comentários:

Monique Oliveira disse...

A vida é tão bela... e tão rara. Lindo Eli :)

Elimacuxi disse...

não é? e quando a gente lembra que ela pode, de uma hora pra outra, chegar ao fim... tudo fica bonito mesmo!

Anônimo disse...

adorei! me sinto assim tb :)

ass: Kalyua

Anônimo disse...

Caramba, a coisa foi feia noite passada pra amanhecer assim em professora Eli? Poema show, até assinalei no gostei lá em cima! (Thiago Ramon).

Anônimo disse...

Caramba, a coisa foi feia noite passada pra amanhecer assim em professora Eli? Poema show, até assinalei no gostei lá em cima! (Thiago Ramon).