"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



domingo, 19 de fevereiro de 2012

minha fome
não tem nome
se espalha pela pele
pelos cabelos molhados
pelos pêlos

minha fome
resume mil apelos
inconfessáveis
cobertos de incontáveis
zelos.

e não há água bruta
que dê jeito

mesmo que ao mundo,
noite e dia, eu degluta
não se sacia
o desejo dela oriundo...




2 comentários:

Thiago, o mago! disse...

Essas Gulas, insanas, insaciáveis, gananciosas...

Roberto Mibielli disse...

Minha fome
Tem teu nome
Tatuado
Triturado
Transtornado
Na pele dos tomates
E no molho

Minha fome
Tem um olho
de furacão
onde tudo é calma
e sofreguidão

Minha fome
Tem razão
De me deixar fraco
E exigir cada naco
Da tua vitalidade

Minha fome
é de verdade
e de mentiras
fazendo em tiras
toda rotina dos dias
nas fantasias