"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Ela fala
falta, furta
fere e afere desejo
e o que mais em si
for festejo:

Tátil,
dócil...

É de fato
quase fácil,
não fosse
a fita amarela
sobre ela:
 - FRÁGIL.

4 comentários:

A Casca da Cigarra disse...

Eli, a fita sobre mim, a poesia sobre mim, tudo egoicamente parece que incide sobre mim...li sua poesia e olhava meu umbigo.

Monique Oliveira disse...

amo e detesto esses poemas que não etendo...
mas sem interpretá-los,
eles são impactantes.
o que seria tátil?...
a pele?
mas o que fala, falta e furta?
uma paixão de roubar
desejos?
sei que a rosa pode ferir com espinhos, mas ao mesmo tempo dócil, não é fácil se não fosse a fita amarela sobre ela...
droga!... nunca saberei o que seja ela, e por isso mesmo que esse poema me intrigou tanto.
não. não quero a resposta.
quero a dúvida que me permita viajar na maionese.
amei a poesia :)

Elimacuxi disse...

Eu pouco vejo além de meu umbigo... Como Monique não quer explicação... então apenas agradeço. Muito obrigada pelos comentários, meninas.

Agda Santos disse...

Eu não me vejo nos teus versos. Mas vejo muito dos meus amores.
Da vontade de mostrar todos a eles (e alguns até mostro como tu sabes), mas não dão valor. Esses ingratos nunca dão valor.
Então eu os guardo pra mim. É uma memória boa que tu me faz ter deles.

Beijão, Eli!