"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



quarta-feira, 30 de maio de 2012

olhando pra frente e pra trás

choveu
e eu e eu e eu
caída na cama,
 - faltando-me o ar -
chorava mansinho
me salgando
devagar

não houve espaço
naquela triste tarde
pra nada do que hoje me arde...

o tempo passa
estou doce

mas quando chove
como agora
eu penso naquele terreno
que outrora
comprei no cemitério
não entendo do mistério
que foi depositar
o resto do teu corpo amado
naquele lugar

quando chove
eu me pergunto um pouco
antes do sal me calar:
como irás me receber
quando contigo
eu voltar a morar?

5 comentários:

jose junio disse...

eu gostei bastante da sua poesia por hora eu lesse, a espinha me ardia uma obra como essa que pena que o tema parece ja ter acontecido queria eu,ele não ter morrido para acontecer uma obra tão expressa.

abraço josé junio

Monique Oliveira disse...

=/

Anônimo disse...

=/

Roberto Mibielli disse...

É quando chovemos pro lado de fora
Da cara que a vida fica afogada
Na garganta da janela onde a chuva
Também se atira para morrer calada

É quando os nervos da despedida
Distendidos numa harpa desafinada
São tangidos pela mordaça da memória
Que nada queremos pensar da historia

É quando a dor do olhar racional
E triste se aproxima do oco bucal
Tornando a vontade do beijo agonia
Que se vê na poesia toda valia

É quando por fim a tua presença
Linda e serena se afasta e descansa
Que a vida parece viver em trança
E a gente não quer mas balança

Elimacuxi disse...

Mibi, meu querido
mais do que me fazer companhia
você me ajuda a pensar nisso tudo
e a fazer da poesia
o meu choro menos mudo.