"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



sexta-feira, 9 de março de 2012

rumo à serra

Comprei um sonho no banco
em cinquenta prestações
não sei se caro ou barato
quanto custam as emoções?
Comprei parte de um delírio
encher meus olhos de flores
fazer do mundo um colírio
à noite morrer de amores
depois de beber bom vinho
e na rede descansar
me entregando aos carinhos
de alguém que saiba se dar.

Comprei um sonho no banco
e, amanhã, vou buscar...


4 comentários:

Sam disse...

e quando não se pode comprar? Como faz?

Elimacuxi disse...

boa pergunta Samara... Aluguel? hehehe.

Anônimo disse...

Quando não se puder comprar, criamos um! :)

Roberto Mibielli disse...

deitei meu sonho num banco
da praça do lugar
botei-lhe a cabeça no colo
a mão no seu altar
tudo se fazia lindo ligeiro
até o guarda chegar
tirei meu amor do banco
porque me fizeram poupar!