"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



quinta-feira, 22 de março de 2012

Pacífica


meio perdida
nesse deserto sem medida
ando calada
não há mais nada
o que falar...

feito quem come
feito quem morde
feito quem some
feito quem dorme

sufocada de amor
a mente silente
quase torpor
é a paz que se sente.

6 comentários:

Anônimo disse...

"Muito boa! Creio que não precisa consultar o professor Lázaro"! (Thiago Ramon).

klinger disse...

o deserto,´
o silêncio,
o abismo,
os morangos
e a águia.
a paz me cerca
e a alma apascenta.

Agda Santos disse...

Onde acha essa paz?
Essa paz que nem o sono me traz.
Onde acha?

Elimacuxi disse...

é fruto de muito amar
essa paz
na pedra incrustada
na estrada
a gravidade zero
e o corpo inerte,
seguindo as horas
conjugadas num só verbo:
eu quero, eu quero, eu quero!

Roberto Mibielli disse...

Eu quero de um querer sem fim
E quero você em mim
Como um manto
Como um canto
Como o espanto
De se saber eterno
E quero terno
E loucamente plantar flores
Nos teus encantos
E quero tantos e tantos
Beijos ao luar
Que todo lugar
em nós será preenchido

até o olvido

Elimacuxi disse...

e que os vizinhos durmam com um barulho desses!