"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Insânia em seis atos

I
uma canção de urgência
pôs-me o coração na boca
e o amor em indigência

II
outra canção,
         de distância,
exilou-me da esperança

III
quando as horas bateram trôpegas
alarmes que não tocaram
calaram definitivamente a razão

IV
amanhecera o sábado
sem motivo algum
para ir ou ficar.
 V
fui olhar o rio pra lembrar
que eu também passo
a pressão dos meus presságios sugeriu
- não tenha pressa...

VI
segunda, seguindo
e me afago
e me afogo
no a mar.

3 comentários:

Ágda disse...

Isso de olhar a água passar é bom. Lembro quando morei no interior de São Paulo, em Mogi das Cruzes; caminhava até o Parque Centenário, mas ainda assim sentia uma falta imensa de um rio. De ver a água passar e junto com ela minha vida. Curta ou longa, ver ela passar com a água me ajuda a organizar um pouco as coisas.

Elimacuxi disse...

passaremos todos, afinal. mas enquanto estamos parece um eterno lutar contra a corrente... beijo, Ágda!

Geraldo Pinho disse...

Às vezes, nada melhor do que calar definitivamente a razão. Muitos lindos todos os VI atos!