"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



sexta-feira, 29 de maio de 2009

Capitu, por Luis Tati

Eu amo essa letra, gosto muito da interpretação que a Zélia Duncan deu à ela. Viva Luís Tati!

Capitu
De um lado vem você com seu jeitinho
Hábil, hábil, hábil e pronto:
Me conquista com seu dom!
De outro esse seu site petulante, wwwponto poderosa ponto com
É esse o seu modo de ser ambíguo
Sábio, sábio, e todo encanto, canto, canto...
Raposa e sereia da terra e do mar
Na tela e no ar.
Você é virtualmente amada, amante.
Você real é ainda mais tocante: Não há quem não se encante.
Um método de agir que é tão astuto,
Com jeitinho alcança tudo, tudo, tudo...
É só se entregar, é não resistir, é capitular
Capitu, a ressaca dos mares,
a sereia do sul captando os olhares,
nosso totem tabu
A mulher em milhares,
Capitu.

No site o seu poder provoca o ócio, o ócio
Um passo para o vício, vício, vício
É só navegar, é só te seguir e então naufragar
Capitu, feminino com arte, a traição atraente
Um capítulo a parte, quase virus ardente
Imperando no site,
Capitu

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Que é a vida criatura?
Sexta à noite, em frente ao computador
com uma puta dor de cotovelo
escrevendo num blog abandonado há um ano.
E te perguntas: o que é ela?
que sentido tem a pergunta
quando qualquer resposta possível
permanece sem sentido?

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

a primeira...

A primeira postagem do blog, depois de tanto tempo pra criar um... A insegurança, alguém vai ler isso? enfim...
um poema, saída certeira para todo e qualquer dilema...

A pura poesia

E direi da menina
Da que me alucina
Que me deixa louca
Que morro de sede
Da água da sua boca.

Que seu corpo é tudo
Não cabe em um verso
Que em seu corpo mudo
Me perco, disperso.

As suas palavras
Calçam minha rua
Quando à noite, a toco
Toda entregue e nua.

Que as minhas dores
Transforma e cura
Em seus pêlos me teço
Poesia pura.