"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



quinta-feira, 2 de junho de 2011

O açoite
da solidão
não me amarga:
toda a noite
sonhos,
beijinhos,
suspiros
bem casados...

jujuba, pipoca doce,
latas e latas
de leite condensado!

5 comentários:

Roberto Mibielli disse...

Que tanto doce vem
dessa morena que tem
sozinha o seu recanto
Que tanta dança sabe
a língua deste encanto
que não me cabe
Será que é muita mazela
lamber a ausência dela?

Luciano disse...

Nem sempre a solidão me castigará,
pois um dia encontrará um doce, que tirará toda sua amargura, e a solidão então em fim, profundamente se apaixonará.
Minhas Canções Encaixotadas

Elimacuxi disse...

amém, amém...

uma paixão cairia bem
nesse cenário de lambança e crença:
a morena criança joga longe o doce
e avança ávida sobre outra posse!
Mas não há recanto em que se esconda,
há uma casa vazia em que ronda
perscrutando canto a canto
na série de insones madrugadas.
há no peito um tambor tonto,
e uma dor revisitada.

Plácido Fernandes disse...

Por isso prefiro a noite. Nela o calor do dia se esfria. O amargo/doce do dia já não tem o mesmo sentido.
Nela, tudo são verdades e ilusão.

Elimacuxi disse...

Ah, amigo querido, verdade ou ilusão, que nossa placidez seja sempre coberta de paixão.