é, Erasmo...
desde eras remotas,
há sóis erramos!
aramos o campo
matamos a hera
cultivamos amor árido
arautos de dor e caos.
nem hereges, nem heróis
éramos nós
e noz.
"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
sem choro nem vela
amadureça amara amora
não me venha agora!
não cabe o mar...
(moer o coração
espalhar-se láctea
em miríade
de pedaços.)
não me venha agora!
não cabe o mar...
(moer o coração
espalhar-se láctea
em miríade
de pedaços.)
sexta-feira, 29 de julho de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
Julho, 22
'Visão do paraíso'.
Cidade Universitária, julho/2011. Foto de Elimacuxi.
Antes voasse
Cidade Universitária, julho/2011. Foto de Elimacuxi.
Antes voasse
mas vou à deriva
nesse mar.
Confundido entre folhas e falhas
o coração trabalha.
Amuada
volto, passo a passo,
a equilibrar o corpo
sobre a murada de hera.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
vôo livre
Já se forma o temporal
além, no entre do coração
maravilhado pela incidência
e estranhamento dessa nova e
solidária reminiscência.
Antes, porém, em
nada o re-sentia
dele apenas lembrança parca
roçava a pele
e outros desejos espraiavam-se lentos.
A vida real é
gozada com desprezo
universal,
ícones dispersos,
rancores,
raivas
e eu.
Feito folha seca, alcei meus vôos.
além, no entre do coração
maravilhado pela incidência
e estranhamento dessa nova e
solidária reminiscência.
Antes, porém, em
nada o re-sentia
dele apenas lembrança parca
roçava a pele
e outros desejos espraiavam-se lentos.
A vida real é
gozada com desprezo
universal,
ícones dispersos,
rancores,
raivas
e eu.
Feito folha seca, alcei meus vôos.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
desorientação
Seria apenas saudade?
maldade das coincidências
um perfume invadiu o quarto
trazendo passado remoto
e enchendo-o de reticências...
maldade das coincidências
um perfume invadiu o quarto
trazendo passado remoto
e enchendo-o de reticências...
sexta-feira, 15 de julho de 2011
para Chesca
E se eu fizesse um poema
com as palavras de ti roubadas?
seriam os versos macios
feito tua pele enevada,
seria feito o teu peito
cada estrofe ritmada...
E se em vez das palavras
outra coisa eu roubasse
e teus lábios eu calasse
com outro furto sincero?
ah menina doce da pele enevada
antes fosse o que ainda quero!
com as palavras de ti roubadas?
seriam os versos macios
feito tua pele enevada,
seria feito o teu peito
cada estrofe ritmada...
E se em vez das palavras
outra coisa eu roubasse
e teus lábios eu calasse
com outro furto sincero?
ah menina doce da pele enevada
antes fosse o que ainda quero!
terça-feira, 12 de julho de 2011
Da paixão na metrópole
Febre intermitente
Espasmos abdominais
Peito apertado
Pernas que não obedecem.
Entre buscar o doutor ou o garçom
Teve um último momento de loucura
Foi assim que terminou
na própria poça de sangue
sem dor nem amor
nem nada.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
meu fanatismo religioso
Odeio contratos, prefiro as dores
odeio amores de contadores
amores descrentes, burocráticos, organizados
amores de ligue não que eu também não ligo
"amores de amigo".
Será que é o mundo mesmo assim?
Ninguém mais a fim de ir ao fundo
afogados no imenso e imundo a-mar,
fugitivos do profundo da paixão?
Faz-me falta a loucura barata de pó sem pó
paixão que afaga e afoga a dúvida
paixão-crença em si, espelhado no outro,
paixão-poder de dar nó no destino.
Onde agora o encher-se de ser, o ser grande e conter o mundo:
velho-menino, santa-meretriz?
Fanática, nunca me farto da paixão-fé de criar começos
acreditando piamente em final feliz.
odeio amores de contadores
amores descrentes, burocráticos, organizados
amores de ligue não que eu também não ligo
"amores de amigo".
Será que é o mundo mesmo assim?
Ninguém mais a fim de ir ao fundo
afogados no imenso e imundo a-mar,
fugitivos do profundo da paixão?
Faz-me falta a loucura barata de pó sem pó
paixão que afaga e afoga a dúvida
paixão-crença em si, espelhado no outro,
paixão-poder de dar nó no destino.
Onde agora o encher-se de ser, o ser grande e conter o mundo:
velho-menino, santa-meretriz?
Fanática, nunca me farto da paixão-fé de criar começos
acreditando piamente em final feliz.
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