"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



terça-feira, 30 de setembro de 2014

Outubro Dói.

O calor sufocante,
a proximidade da eleição,
o carro novamente no mecânico,
o corpo à beira da exaustão...

Tudo machuca quando se aproxima outubro
e sua ausência aniversaria 
se impondo a tudo
invadindo tudo
inundando sonhos e travesseiros.

Imagino tua censura sorridente
e como me envergonha
não calar no peito um choro sentido
dói me ver assim
dividida como quem sente e não sente.

Perdoa,
porque me é fonte de perene surpresa,
porque é um misto absurdo 
de alegria e tristeza,
e razão desse sofrer incontido
eu tê-lo visto partir
e mesmo assim, ter sobrevivido.


3 comentários:

Fernando Cardoso disse...

Lindo <3

Banda Ditambah disse...

Mais uma vez a poesia cumpre seu papel de extrair e compartilhar beleza.

Devair Fiorotti disse...

Parabéns pelo texto e que chegue novembro