"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



quinta-feira, 13 de março de 2014

Pra alegrar Francisco.

(O nego me pede um poema
não me recuso
fazer-lhe de tema, nego?
te pôr pro meu uso?
Olhe que eu abuso
e te ponho em problema...)

Mas me disse que anda triste
e o dedo em riste da vida
me comove
daí que a pergunta em mim persiste:
'bora nego, brincar de love?
plantar uma lagoa sobre o que nos magoa?
respirar sem dó o ar que enche
esse vazio?
'bora nego, prum banho de rio?
'bora entrelaçar a língua
em insidiosa prosa?
sem pensar em depois
'bora esquecer o juízo
nós dois?
invadir o paraíso
destruir a dor?
'bora nego,
brincar d'amor?


Um comentário:

Francisco Alves Gomes disse...

O poema esburaca o que venho sentindo. Essa estranha ilusão de uma "insustentável leveza do ser", essa necessidade de tentar carnavalizar o mundo... obrigado pela leitura poética gentil e amiga que fazes de mim. salve a poesia! Só ela nos redime.