"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

em desalinho

quando a tristeza me cala
me cubro de impressões dormentes
invento adeus, ignoro deuses,

cerro os dentes...

quando a tristeza me cala
arrumo a mala
pra partir de mim e do que mais me afete.

quando a tristeza me cala
desarrumo a sala
e jogo o lixo para cima do tapete.

5 comentários:

FelisJunior disse...

Olá! Iniciante e visitando outros blogs. Parabéns, pelo Desalinho. Muito bom! Blog,muito bem organizado.
Abraços!

Qdo der me visite: felisjunior.blogspot.com/

Maria Mortinha disse...

quando a tristeza me cala
fecho a cortina
saio da sala
e penso: essa não é minha sina

faço e refaço malas
sem esquecer agenda
fico no telefone ao inventar patacoadas
e a esquecer avida desalenta

Elimacuxi disse...

sair da sala não cala
o que me entristece
aonde quer que eu vá
sempre haverá em mim
o embuste
ou algo que o cante
o que me ajusta
é não fugir do atrito
encaro e engulo meus detritos
pra me refazer
e seguir adiante.

Roberto Mibielli disse...

quando a tristeza me fala
me cubro de impressões digitais
invento mais, aceito deuses

e meto os dentes...

quando a tristeza me fala
eu quebro a sala
pra partir de mim em mim o que mais me afete

quando a tristeza me fala
desarrumo a vala
bebo e me lixo pro topete

Anônimo disse...

Um dia arrumei a mala e saí. Nem sei mais onde moro...