adoecera cedo,
e morreria seco feito um pau
não fossem as lágrimas guardadas
dentro do peito.
"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Abismada
Sopra forte,
sob mim
vento que desfaz encargos da consciência.
Aguerrida
a pele grita a urgência da fome que não se sacia.
Sobrevôo em sobressalto
Salto mapas rotos de orgulho e cinismo.
Sobre edifícios de culpa e caos,
antigas convicções são saídas em ruínas.
A queda parece iminente
em frente, enfrento
o abismo.
sob mim
vento que desfaz encargos da consciência.
Aguerrida
a pele grita a urgência da fome que não se sacia.
Sobrevôo em sobressalto
Salto mapas rotos de orgulho e cinismo.
Sobre edifícios de culpa e caos,
antigas convicções são saídas em ruínas.
A queda parece iminente
em frente, enfrento
o abismo.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
de cara nova
um dia
depois de um porre
cansada de usar a cabeça
para ajudar homens a subir na vida
desceu a longa escadaria da torre
e decidida
entrou no salão do mago
dizendo:
- corte-me as tranças, Daniel.
depois de um porre
cansada de usar a cabeça
para ajudar homens a subir na vida
desceu a longa escadaria da torre
e decidida
entrou no salão do mago
dizendo:
- corte-me as tranças, Daniel.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Fim de ano
Termina o ano
Como passa o avião:
Já foi.
Eu fico.
Tempo vai!
Que eu fico.
Não penso em passado-presente-futuro:
Atemporal, me frutifico.
Como passa o avião:
Já foi.
Eu fico.
Tempo vai!
Que eu fico.
Não penso em passado-presente-futuro:
Atemporal, me frutifico.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
às visitas silenciosas
| Orelha-de-pau , que nada ouve. Por Eli, Rio Preto da Eva, Amazonas. |
Tu sabes quando surto
me vê sorrir
me assiste sangrar
e querer partir...
Nesse espaço
o quê busca?
um abraço, um laço
um pedaço de vida emocionada?
Nada!
sem pena
volta apenas para ver
o s r e s t o s d a m u l h e r - b o m b a
e i
x c m
p h p
l o l
o v o
d e d
i n i
n d n
d o d
o o
/
s
e
em poema
domingo, 19 de dezembro de 2010
pintando o futuro
Pinto a casa como quem pinta a cara
para sair
ou para matar:
- ou com cor sufoco a que chora
para sair
ou para matar:
- ou com cor sufoco a que chora
ou caio fora.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Despedida
E enquanto descem
eles pensam
"esse encontro
talvez merecesse
um talvez
como promessa..."
era então a hora decisiva
bateu a porta do carro e arrancou
não houve tchau, adeus, nada
antes o silêncio tomou as bocas
engasgadas no último gole de saliva.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Corrosão autopiedosa
No fundo da cama,
Deposito o corpo
Cabelos novos
E alma alguma.
Espero as horas.
Não há plano
sob a miragem.
O juiz não se pronunciou.
Não houve convocação.
O carro não foi vendido.
Nenhuma decisão tomada sobre o Natal.
Através do pano
pelo qual revisto a vida
é toda a cor roída
feito fenda na trama.
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