chega
desse sorriso desmentindo o medo
agora é a fúria incontida
memória corrompida,
vírus letal
lágrima amarga.
escorrendo calada
a lava caminha
corroendo a vida
"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.
sábado, 17 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
responde essa!
Fuçando nos desenhos disponíveis para o blog, encontrei essa imagem de fundo... o que vc achou da mudança no site? responda, é muito importante saber...
um pouco do que me fortalece
Um pouco de poesia antiga: os Salmos Bíblicos. E não me importa a que deus ou anti-deus você adora ou desadora. Outro dia, assistindo a "O livro de Eli", vi um personagem dizer: "esse livro leva esperança ao coração dos fracos". Que seja.Impossível é não ver sua beleza.
Deus me livrará de perigos
ocultos
e doenças mortais.
Me cobrirá com suas asas.
Sua fidelidade será meu escudo.
Não temerei assaltos nem pestes,
seus anjos me pretegerão
e as pedras dos caminhos
não farão mal aos meus pés.
Deus me guardará e atenderá
ao meu chamado
é Ele quem me faz ser respeitado
demonstrando em sua glória
que é Ele mesmo
quem me salva.
Poesia contida no salmo 91.
Deus me livrará de perigos
ocultos
e doenças mortais.
Me cobrirá com suas asas.
Sua fidelidade será meu escudo.
Não temerei assaltos nem pestes,
seus anjos me pretegerão
e as pedras dos caminhos
não farão mal aos meus pés.
Deus me guardará e atenderá
ao meu chamado
é Ele quem me faz ser respeitado
demonstrando em sua glória
que é Ele mesmo
quem me salva.
Poesia contida no salmo 91.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
Por ocasião desses 37 anos...
Botar minha vida em verso
Não é opção ou sina:
Foi como aprendi viver
Desde que era bem menina.
Assim é que eu me movo
Do centro à periferia.
Se no centro há sofrimento
Tristeza, melancolia,
Corro pra margem e escrevo.
E essa minha autoria
É que já me fortalece
Pra praticar a mania
De sempre voltar ao centro -
Seja noite ou seja dia.
Quando no centro, transpiro:
Toco o amor, vivo, deliro
Fico louca, sangro, morro.
Mas a quem pedir socorro
Se sou eu que me atiro?
Por isso volto pra margem
Lambo as feridas, repenso
E a escrever, me miro
como fora um personagem.
Penso: tudo isso é miragem
Dor, feridas, sofrimento!
E assim calo o lamento das dores de tal coragem.
Me disseram que escrever
É reviver a ferida
Mas sei que há quem já nem entre
Nas arenas dessa vida,
Quem viva morno, dopado
Pensando estar no limite...
Pode até ser para eles
Não me peça que os imite!
O meu modo é esse outro
Acompanho-me de um jeito
Que sou duas,
a que vive
E a que escreve a respeito.
Desse jeito me controlo
De um modo assaz perfeito:
Na poesia consolo
As dores que ardem no peito.
Rio delas, desse rio
de dores que a vida traz.
Quando em palavras desfio
as dores, já fui capaz
de vencê-las com meu guiso.
De sorrir da agonia,
e esboçar esse riso
em forma de poesia.
Não é opção ou sina:
Foi como aprendi viver
Desde que era bem menina.
Assim é que eu me movo
Do centro à periferia.
Se no centro há sofrimento
Tristeza, melancolia,
Corro pra margem e escrevo.
E essa minha autoria
É que já me fortalece
Pra praticar a mania
De sempre voltar ao centro -
Seja noite ou seja dia.
Quando no centro, transpiro:
Toco o amor, vivo, deliro
Fico louca, sangro, morro.
Mas a quem pedir socorro
Se sou eu que me atiro?
Por isso volto pra margem
Lambo as feridas, repenso
E a escrever, me miro
como fora um personagem.
Penso: tudo isso é miragem
Dor, feridas, sofrimento!
E assim calo o lamento das dores de tal coragem.
Me disseram que escrever
É reviver a ferida
Mas sei que há quem já nem entre
Nas arenas dessa vida,
Quem viva morno, dopado
Pensando estar no limite...
Pode até ser para eles
Não me peça que os imite!
O meu modo é esse outro
Acompanho-me de um jeito
Que sou duas,
a que vive
E a que escreve a respeito.
Desse jeito me controlo
De um modo assaz perfeito:
Na poesia consolo
As dores que ardem no peito.
Rio delas, desse rio
de dores que a vida traz.
Quando em palavras desfio
as dores, já fui capaz
de vencê-las com meu guiso.
De sorrir da agonia,
e esboçar esse riso
em forma de poesia.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
desvario diário
Ingredientes vários
homogeneamente diluídos
em úmidas e frias
cavidades virtuais:
Escancaramos ousadias e medos
invariáveis desvarios
ataques de consciência.
Buscar o cavalo
a galope aberto
pisoteando
campos incertos.
Não há mal em nosso mal...
é mel e sal nossa saliva
e a palavra
nossa diária lavra
é só o sangue a soluçar
na carne viva.
homogeneamente diluídos
em úmidas e frias
cavidades virtuais:
Escancaramos ousadias e medos
invariáveis desvarios
ataques de consciência.
Buscar o cavalo
a galope aberto
pisoteando
campos incertos.
Não há mal em nosso mal...
é mel e sal nossa saliva
e a palavra
nossa diária lavra
é só o sangue a soluçar
na carne viva.
sábado, 19 de junho de 2010
carta pra tu
A saudade é flor de espinho,
harmonia em desalinho,
e desejo de mais viver.
Também sinto
- sempre sinto -
da boca em boca,
mão em mão,
suavidade de pele,
carinho que me revele,
do que foi
e não foi feito.
- da quenturinha no peito
e um sentido de conforto...
saudade, amor,
só não sente
quem é morto...
harmonia em desalinho,
e desejo de mais viver.
Também sinto
- sempre sinto -
da boca em boca,
mão em mão,
suavidade de pele,
carinho que me revele,
do que foi
e não foi feito.
- da quenturinha no peito
e um sentido de conforto...
saudade, amor,
só não sente
quem é morto...
terça-feira, 15 de junho de 2010
Poetas
Poetas não dizem verdades
Nem mentiras
Jogam com as palavras
Suas frustrações e iras.
Poetas dizem o universo.
Por vezes se escondem nos versos.
Por vezes se dizem perversos.
Por vezes se perdem, dispersos...
Poetas são tolos que pensam
Que criam o mundo com as mãos.
Tal como o calor aos ventos
Criam e acirram sentimentos
Que vão da alegria à mágoa.
Calam cores e sabores
Se temperam de amores
E fazem de suas dores
Calmaria em copo d’água.
E quando se desconhecem
Cometem loucos deslizes
Acreditam no que escrevem
Se fazem tão infelizes.
Unir versos de poetas...
Pura manipulação:
Fazer da vida concreta
Poema, contradição.
sábado, 12 de junho de 2010
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