"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



sábado, 3 de julho de 2010

Por ocasião desses 37 anos...

Botar minha vida em verso
Não é opção ou sina:
Foi como aprendi viver
Desde que era bem menina.


Assim é que eu me movo
Do centro à periferia.
Se no centro há sofrimento
Tristeza, melancolia,
Corro pra margem e escrevo.
E essa minha autoria
É que já me fortalece
Pra praticar a mania
De sempre voltar ao centro -
Seja noite ou seja dia.


Quando no centro, transpiro:
Toco o amor, vivo, deliro
Fico louca, sangro, morro.
Mas a quem pedir socorro
Se sou eu que me atiro?
Por isso volto pra margem
Lambo as feridas, repenso
E a escrever, me miro
como fora um personagem.
Penso: tudo isso é miragem
Dor, feridas, sofrimento!
E assim calo o lamento das dores de tal coragem.


Me disseram que escrever
É reviver a ferida
Mas sei que há quem já nem entre
Nas arenas dessa vida,
Quem viva morno, dopado
Pensando estar no limite...
Pode até ser para eles
Não me peça que os imite!


O meu modo é esse outro
Acompanho-me de um jeito
Que sou duas,
a que vive
E a que escreve a respeito.
Desse jeito me controlo
De um modo assaz perfeito:
Na poesia consolo
As dores que ardem no peito.
Rio delas, desse rio
de dores que a vida traz.
Quando em palavras desfio
as dores, já fui capaz
de vencê-las com meu guiso.
De sorrir da agonia,
e esboçar esse riso
em forma de poesia.

6 comentários:

Win Win disse...

Achei lindo, professora. *-* Li umas três vezes para conseguir entender xD' Mas achei muito muito lindo *-* Beijos, Natasha.

Elimacuxi disse...

natasha querida, vc é muito doce. quem dera a vida também sempre o fosse.
beijo!

Roberto Mibielli disse...

tem um quê (na verdade dois ou mais)de Florbella, aliado ao sentimento de isto ou aquilo de uma Cecília nesta menina...Sei não, mas acho que ela inspira cuidados... Parece que vai ser poeta quando emulherecer... O único problema é que quando ela chegar lá, a poesia dela já vai ser muito, muito grande.

Edgar Borges disse...

Bom pra ka....o restante foi censurado pelo blogger.
Abraços.

Fhilipe Ramayana disse...

muito bom parabens Eli!
fhiliperamayana.blogspot.com

Elimacuxi disse...

Miba, é tanto carinho, que soou como presente de aniversário...estou rosa!

Edgar, que honra sua leitura!