"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

de presentes e ausentes

no fim da noite infeliz
o presentinho 
 - esquecido sob a árvore - 
questionava angustiado
com o tempo que lhe cortava a carne 
feito foice a fino fio:
- não virá o esperado?

não fazia frio
era o retrato do abandono
o triste presente sem dono.

2 comentários:

Francisco Alves disse...

porra, que poema lindo. Parabéns lindeza! Gostei, como sempre, de tua escrita arrebatadora...

Fernando Cardoso disse...

Lindo poema Eli, Por um mundo com mais amor e menos abandono :)