"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



sábado, 3 de novembro de 2012

do dia dos mortos

minhas entranhas
absurdamente estranham
o que a imginação descerra:
a imagem da carne amada
desmanchada
numa caixa de madeira sob a terra.

é por isso que ao dois ignoro
se puder, sequer me lembro:
indo direto do primeiro
para o três de novembro.



3 comentários:

Roberto Mibielli disse...

Já se me foram as horas
De chorar pelo teu retorno
Já se me foi o contorno
Dos teus olhos tristes e claros
Já me ficaram tão raros
Os espasmos de dor e sofrimento
Só me quedou o lamento
Em cada palavra que lembro
A cada dois de novembro
Do que disseram sobre seus sonhos
E devaneios

Unknown disse...

Vim direto aqui sabendo q tinha poema novo, Eli. Lindo, como sempre. Mas meu pulo eh maior q teu: prefiro soh voltar a existir no dia 7. Bjo grande, lindona. Saudade. Mi

Átila Santos disse...

Ao ler "entranhas" e "carne amada" veio-me à lembrança Augusto dos Anjos. Gostei bastante do poema, e bastante de ter lembrado - através da tua arte, Eli-, de um dos poetas que me são mais caros.