"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



domingo, 23 de setembro de 2012

Olhos do cão

Quando assim
amanhece o cão
em mim
não adianta, nem vem,
por favor
'Seu' amor.

Nem vem
porque eu fico apática
não suporto seu rabo que balança.

'Seu' amor, não insista
meu olho de cão não vê graça em criança
nem em balanço de praça
nem em joguinho com pista...


Eu fico prática
e com esses olhos do cão
eu choro mas vejo
que tudo parece lampejo vago
e ilusão de ótica.



5 comentários:

john nascimento disse...

olhas do cao.. está com duplo sentido....??

Anônimo disse...

Já acordei com esses "olhos do cão"! rs é do modo que traduzistes é para matar rabos que balançam rs
Talitha

Ygor disse...

E sinto cheiros..
Do mesmo, do raso, do vaso, do caso,do laço vivendo ocaso..
E tudo parecerá erro do vento, intromissão do senso,dos intentos, que não deixarão dito a verdade, com receio de um cheiro, de novo, a iludir?

Elimacuxi disse...

Ygor, vc completou do modo mais perfeito. obrigada!

Ygor disse...

Você me deu a chance de exorcizar alguns demônios..