"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

o ar nessas cordas
braços e promessas 
contra o relógio que nos ignora

atados
a noite passa
tão doce e incerta

tua pele
minha coberta
tua paz
minha paz por ora

assim desfiamos juntos
um rosário tosco
de oração comezinha
eu te amo e nada mais 
é a ladainha da noite quieta
que sob nossos nós se desfaz


3 comentários:

Unknown disse...

Ah, ela voltou!! Já tava armando um protesto, com faixas e tudo! rs. Lindo poema. Beijos, Eli

Unknown disse...

Ah, saiu como anônimo... Não sei usar esse treco. Beijos!
Mi.

Bruna Wanderley disse...

belo poema. Caiu muito bem na madrugada.
Gostei bastante do teu blog, foi um ótimo achado.