"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



quinta-feira, 5 de julho de 2012

por los regalos de ayer y hoy

Já tenho trinta e nove
mais uma volta inteira ao redor do sol
e hoje
chove.

Pulmão apertado
respiração difícil
desperto com... "tente!"

E não há tosse que limpe
não há grito que limpe
não há verso que limpe

Já tenho trinta e nove
hoje chove
e me vejo com nova
e doce necessidade:
como expectoro
a felicidade?


Para Clarisse, Helena e Rebeca, melhores presentes que a vida me deu,
para a Fiel, razão de ser corintiana,
e para você, meu Jam.

4 comentários:

Amanda disse...

"faz parte do teu show meu amor"
abri teu blog e bem na hora essa música começou a toca.
tu és mesmo uma reina aos 39!

Amanda disse...

tocar*

Roberto Mibielli disse...

A felicidade não deve ser expectorada
não deve ser escarrada na cara das pessoas
que são tristes que são apegadas
aos seus trapinhos e badulaques
Deve ser sorvida, sugada, suada
a cada pingo de chuva do teu véu
debutado de versos e reversos
Deve ser malcriada com a vida
e pedir mais a cada minuto
Deve ser fruto de cada arrepio
e o pio de cada chiado arrancado
do seio de respiração ofegante
E deve ser gigante pra quem faz trinta e nove
pra quem faz sessenta e nove
pra quem faz o mundo da gente girar
ao redor dela

Elimacuxi disse...

Minha felicidade é gigante
por que antes dela
vieram pai, mãe e irmãos
vieram Mibi, Mirella, Murilo
vieram Cora, Kalyua, Maria
e tantas cores, certezas, vacilos
vieram Kika, Ana Lúcia e Blenda,
vieram filhas em bando
vieram alunos a granel
veio toda uma história
que eu protagonizei
em cenários implausíveis
para cenas improváveis
todo um filme sem igual...
porque de pessoas
é que se faz a felicidade,
afinal.

Por ela,
não sinto culpa nem faço segredo
e assim cuspo na cara do mundo
não deixo horror, nem degredo
nem desamor, mal profundo
me destruírem por medo...
eis aqui minha vingança:
não cedo às dores do tempo
e ao lado de gente linda
eu sigo sendo criança.