"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



sexta-feira, 22 de abril de 2011

Ferviam medos,
favos e férias
quando ferviam filhos:
trilhos novos
para a estrada.

O tempo amorna as pimentas de outrora
os caminhos fugiram estreitos de chão
nem coelhos nem doces na primeira hora -
sem mentira sincera. Sem ilusão.

Há silêncio na casa, quase todos dormem

domingo de páscoa, domingo comum

observo os novos medos que me movem
eu estou em todos
e não sou nenhum.

4 comentários:

Maysa disse...

sem medo ou com medo é quando desperta um louco desejo..

Rubens da Cunha disse...

sou meio ao contrario, eu sou nenhum medo e estou em todos...belo poema

Roberto Mibielli disse...

Nas sextas-feiras ela vestia vidros
e saia em abóboras conversíveis
nunca retornava
mas sempre tinha de si
para a sexta seguinte

Elimacuxi disse...

Rubens

estar em todos
e não ser nenhum medo
é puro degredo

Mibi
Sexta feira santa
a mulher vestida de vidros
arranca peles e planos

deixa de si um rastro
rubra seiva
morre
para renascer aleluia
severa e serena
sex suada
extrema