"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



segunda-feira, 29 de novembro de 2010

mais um de Alice


Joana era só cama,
Luzia cantava e lia,
Rosário me fez de otário,
E Daniela pensava mais nela.
Lorena me amou por pena,
Thaís me fez bem feliz,
Natália era apenas falha,
E Judite, só um palpite.
Roberta era morte certa
Luísa não me precisa
Simone errava meu nome
E com Aline, rendi um cine.
Miranda era muito branda
Carina preferiu Marina
e Andressa...
essa ainda me assombra!

Memória de agenda velha,
e o espírito nem cora...
mal me lembro dessa Adélia
essa Solange, essa Dora...
Ainda bem que se esquece!
E hoje somente Alice
me apetece.

Um comentário:

Roberto Mibielli disse...

Lindo isso, moça! Um poema de memória e esquecimento, um poema que mexe com o que somos e de quem somos constituídos. Lindo!
Mibi
P.S. Quando voltar, em Janeiro quero tomar uns vinhos e trocar uns poemas... vamos ver se fazemos um sarau.