"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



domingo, 7 de junho de 2009

Eu sou um caso perdido,
com o coração pespontado, finjo que morro e escancaro:
- socorro!
e qualquer um que socorra
estará em bons lençóis,
verá meus poemas começando os seus dias
feito sóis
e meus dentes mastigando a sua carne,
feito um cão.

Meu coração remendado
feito um trapo
já nem bate mais,
tem medo de fazer soar
seu soluço, seu soluço, seu soluço
e entender sem susto que tudo isso denuncia
minha incapacidade óbvia de bem amar!

4 comentários:

Sullyvan disse...

Teu poema começando um dia como um sol, consigo ver...

E o Luiz Tatit manda muito bem mesmo, ele compõe pra minha cantora Brasileira preferida atualmente, a Ceumar...músicas lindar...

Beijo Eli.

alcemir arlijean disse...

Não acredito que vc não possa amar! Tenho certeza que vc ama sem pudores e temores! Esta maravilhoso!
Alcemir

Ágda Santos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ágda Santos disse...

Ser poeta não significa necessariamente escrever o que se sente.
É só lembrar de Fernando Pessoa, o poeta fingidor.
Mas cada um é cada um.
Talvez nada seja constante e sendo assim é melhor. Como ja dizia Clarice Lispector.
E como não sou boa em criticas, fico por aqui apenas parabenizando essa professora que tanto me inspirou na escolha do meu curso. :]
Excelente poema, Eli.