"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



sexta-feira, 28 de abril de 2017

De quem?

foi por engano, me diz
aquela mensagem infeliz
me expulsando do peito, das horas, da vida
que por ora eu ainda acreditava passível
de ser compartida

foi por engano, me diz
a semana silenciosa
a distância calculada
a vida insossa perdida entre horas
de TV 
e nada

foi por engano, me diz
que você decidiu partir
repartir o que antes unira
e partir em mil 
esse coração que sozinho delira

diz que foi engano
mas especifica:
se foi meu, parte
se foi teu, 
fica. 

5 comentários:

Edgar Borges disse...

Baaaahhhh!Pancada esse poema!

Francisco Alves disse...

Gente que lindeza hein! Essa poesia é um belo soco no estômago, sempre! Bjão, poeta!

Elimacuxi disse...

Pancadas eu passei lendo na madrugada. Todas suas, Edgar.
Francisco, nego lindo, valeu! :*

abelha rainha disse...

Nossa....minha sensação foi de esta de ser eu em cada palavra

Augusto Cesar disse...

Sabe o momento em que você lê e se identifica? Passa O FILME na nossa cabeça, que aliás cada um tem talento de cineasta nessas horas. Você é daquele tipo de pessoa que impacta com cada palavra, gesto e poesia. O resultado é um ser que gostaria de saber o que escrever, exprimindo o que pensou, sentiu ou se concordou. Não consigo! haha! Finalizo dizendo que você traduz a alma de um ser como ninguém. Adoro você.