"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



domingo, 20 de novembro de 2016

Nossa missa

"nas manhãs de domingo, vejo flores em você"

verti as taças possíveis
lânguida
lambi a noite
jardinei-me em promessas
e tu me ouvias
mergulhada no rio da memória
desses dezesseis anos
e quinze dias

é culto de muitas horas
te adoro
me adoras
a pele e os lábios
precisos e em prece
destroem os cansaços
e tropeçamos nos braços
que a vida oferece

do outro lado da cortina
o dia raia impassível
e eu de bruços recebo
as lições e os laços
a conceber:
o presente é canoa
que por ora conduzimos
querendo reflorescer.

2 comentários:

Roberto Mibielli disse...

"Eu não sou água pra me tratares assim, só na hora da sede é que procuras por mim..."������(A fonte secou - Paulinho da Viola)

Aras minha pele
Com promessas e gozo
Pois sabes que no fundo do poço
Eu também sou água

Elimacuxi disse...

Noutragua noturna navego
Produzindo perplexidade na pele
o calor não cede
Pelejando perto do porto
Por prazeres puros em rede
Por pílulas pretas
E plantas e peixes
de matar a sede.