"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



segunda-feira, 22 de abril de 2013

amor pra quem odeia*


o amor campeia
que seja

quando tuas penas partirem, asas
quando novas nuvens surgirem, casas
quando nossos corpos rugirem, brasas

e nem demônios nem igrejas
nem inveja que vareja
na cabeça malfazeja
de quem julga sem amar
nos farão parar!


*porque não entendo nem aceito o discurso do ódio contra o amor.

7 comentários:

Leninha disse...

Lindoooo amiga.. amei!

mayara sampaio disse...

adoreii e amei! sempre que vejo post novo eu leio... você ahazaaaaaa. beijos

Roberto Mibielli disse...

Tínhamos as mãos bem cuidadas
As roupas certinhas
Exceto quando estávamos nus
Mas disso só sabíamos nós
Discretos e angustiados
Recebemos de nossos pais
A herança dos medos
E do que devíamos negar
Do nosso amor
Mas as juras eram as mesmas
De dois Romeus dependurados
Na varanda
Quase caindo
Sobre os rouxinóis
Que anunciavam a madrugada
Achamos que o lusco fusco nos encobria
Até a primeira pedrada

Unknown disse...

Eli deixando minha noite mais doce.

Devo confessar que esse entrou no meu toplist!

Se cuida gata.

Éden

farhias disse...

É tão envolvente e tão pura ao mesmo tempo.

alcemir teixeira disse...

Lindo. Ótima resposta.

alcemir teixeira disse...

Lindo. Ótima resposta.