"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Para Gabi*

Gosto quando a carne grita
quando a palavra brita exige reação
gosto de ver o humano quebrando
o que se convencionou
deveria ser equilibrado, metódico e imparcial

porque humano que é humano ferve
e gosto de quem ferve antes do final
de quem não consegue
apenas ficar olhando da janela

(hoje estou gostando muito,
sem igual,
da marília gabriela.)



*por seu 'porra' e tudo o mais durante a entrevista com Silas Malafaia

7 comentários:

alcemir teixeira disse...

Viva a vida com intensidade!

alcemir teixeira disse...

Viva a vida com intensidade!

Aline Andrade disse...

Gosto de mentes conturbadas em meio à discussão
Gosto quando a alma ferve,
Quando solta labaredas em meio às ideias
Quando os pensamentos explodem, invadem e se dispersam

Adoro a razão, a racionalidade toda
Mas nada melhor quando ela se torna tola
abrindo espaço pra um belo "porra"

Anônimo disse...

O quanto há num olhar?
Uma palavra?
Um livro?
Um abraço?
Uma arma?
Uma só alma?
O porra nao foi nada.

Roberto Mibielli disse...

Dizem que dessa porra de nada
Nasci brigando com outros zóides
Mas a maioria não quer nem lembrar
E acha difícil pensar na madrugada
Que o pai a mãe e outra moçada
Fizeram de tudo em todo lugar
Com a boca a mão
e muito tesão
na época em que porra
era quase limonada

Elimacuxi disse...

pois é, Alcemir, esse é o espírito.
Aline, gostei do paralelo, nesse caso, realmente o palavrão foi belo.
E lamento, anônimo, mas, para mim, 'porra' foi uma palavra que expressou tudo, a alma, o posicionamento, a incompreensão, a falta de paciência, o fim da linha.

Lucas disse...

Hehe que legal!