"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Despreparo

quantas patas têm
as formigas do teu desdém?
em mim procuram comida
açúcar, trabalho, guarida?

por ora descanso
bebendo formicida.

4 comentários:

Anônimo disse...

Esse formicida seria coco-cola?!

Roberto Mibielli disse...

Se pudesse sorver
da formidável fonte
brotada daquele monte
não seria preciso sofrer
com a falta formigando
na memória fornicada
de desdém e desmando
bastava montar a escada
e subir no mesmo rumo
sem dor nem formicida
misturando o suor e o sumo
que resumem a morte em vida

Aléxia Linke disse...

Quem desdenha quer comprar
buscando um resto na fresta
um gesto, um olhar...
despreparada sim,
pra esse formigamento
inquieto,incompleto.
formicida que nada!
quero interação
que me faça mais inteirada
mais que comida
quero alimento
pra minha alma lavada
unguento
com afeto discreto
acolher meu gesto
em seu teto.

Elimacuxi disse...

Formicida não é coca-cola.
Obrigada Roberto e Aléxia, lindos seus poemas. E fiquei sem palavras, feliz por tê-los provocado. Um beijo para cada um dos dois!