"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



quinta-feira, 4 de outubro de 2012

lua de mel


deveras, avivo-me
e me suporta o som
de teu violão...

Ave vinho!
e tudo tão suave...
arde em nós
véspera de abortado e eterno feriado!

2 comentários:

Roberto Mibielli disse...

O mel que dela escorre
É meu
Assim como meu é
O dedão do pé
Que ela não tem
E o seu singular minguar
Até desaparecer
Ou ficar tão bronzeada
Que não possa ser vista
Quando anda nua ao léu
Então construo a jangada
De gemidos enviolada
Que sobe devagar
e loucamente ao céu
e penetra nas nuvens
até cair de novo em raios
apaixonados sobre os amantes
as taças de vinho
e todos aqueles que transitam
em seu caminho

Elimacuxi disse...

Partilhemos sua pele branca e nua
quando lânguida se joga sobre nós
essa louca que tu dizes ser só tua
é um ente entre a gente e os lençóis

não me importo, seja sua, se preciso
entre o siso e um sorriso que não dei
reine a lua que nos põe no paraíso
e a paixão seja nossa única lei.