"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



sexta-feira, 22 de outubro de 2010

o que se perde

ficou sem comparsa
meio que sem querer
ele desistiu do crime

dispersa
ansiosa e com medo
calou-se em degredo
o sol quedando-se quieto sobre a pele nua
e um mar salgado correndo pelas faces rubras:

reinventar-se por completo
tornou-se o desafio mais urgente

6 comentários:

Liv disse...

Ela é forte
Ele sempre lutou
Ela sempre do lado
Agora, separados
Só de corpo
Não de alma.

Se cuide, flor. Estou do seu lado em pensamento.

Liv macuxi.

Thalita disse...

Oi Eli, fiquei sabendo hoje sobre o que aconteceu. Eu sei que nessas horas nada do que falam, nos acalma, mas quero quero que vc saiba que estamos aqui para o que dere vier. Todos sabemos o grande homem que foi o Vavá`, o grande professor, me fez até gostar UM POUCO de história! Sinto muito mesmo!

Elimacuxi disse...

Eu fiz esse poema antes de saber do fim da história. Na verdade ele mostra como o sofrimento de meu amado já o transformara. Deus sabe de todas as coisas. Tudo concorre para o bem, quando nos entregamos à Ele. Obrigada amigas.

Roberto Mibielli disse...

Vá Vavá vá
vá contar as verdades
que tem nesse oceano
de que fui feita
vá contar minhas estrelas
como quem deita
risos na panela
vá pela janela
onde quer que eu me esconda
e levante meu vestido
num sussurro excitado
Vá Vavá vá
vá dizer aos que nos fizeram
que somos fibra e corda
e que continuaremos nossa trança
com poesia e lembrança
vá perder nossas tristezas
nos descampados da lua
e retorne trazendo a sua
mão gentil
um dia
para que eu
também possa subir

Roberto Mibielli disse...

Desculpa se o poema for inoportuno, mas tudo o que consigo fazer, que talvez possa te deixar melhor, é essa homenagem. Adoro vc, como adorava o Vavá. Se precisar de ombros amigos, volto p/ RR dia 31/10. Beijos e muita força!
Mibielli

Elimacuxi disse...

Miba!
Que linda homenagem, meu querido. Nada há nela de inoportuno. Vavá me fez poesia pura, e você bem capta isso no teu texto.
Nesse momento de dor extrema, percebemos como é extrema a poesia de estarmos vivos.
Quero vê-lo no domingo.
Um beijo!!!!!